Abençoe-me com essa minha falta de memória.
Crie-me todo dia sobre novas perspectivas.
Dê-me experiências, mais uma vez experimentadas.
Jogue-me in the flow, the evenflow.
Lance-me além do que antes já vi, e pegue-me de volta.
Quando eu me recordar, apague o tédio e umas poucas coisas mais.
Brinde-me então com um poquinho mais de vida,
de ardor.
novembro 30, 2010
novembro 20, 2010
Pai,
Notas fortes de guitarra
Me transportam para o apartamento frio do primeiro andar,
de brancas paredes e piso de madeira barulhenta.
E, inevitavelmente eu me lembro de você.
Não como me fazem as músicas melancólicas sem cor...
Vieram à mim lembranças grandemente cromáticas
Então eu tirei meu dia pra saudade.
Ó meu pai, lembro do seu peso afundando as tábuas do chão,
Anunciando sua saudosa chegada.
Com voz de trovão,
O que diria você de antropologia?
Me daria uma bronca pelos cigarros?
Com certeza você leria dos meus trabalhos...
com certeza.
All those moments will be lost in time
like tears in the rain
Me transportam para o apartamento frio do primeiro andar,
de brancas paredes e piso de madeira barulhenta.
E, inevitavelmente eu me lembro de você.
Não como me fazem as músicas melancólicas sem cor...
Vieram à mim lembranças grandemente cromáticas
Então eu tirei meu dia pra saudade.
Ó meu pai, lembro do seu peso afundando as tábuas do chão,
Anunciando sua saudosa chegada.
Com voz de trovão,
O que diria você de antropologia?
Me daria uma bronca pelos cigarros?
Com certeza você leria dos meus trabalhos...
com certeza.
All those moments will be lost in time
like tears in the rain
novembro 13, 2010
Ensaio sobre outras dimensões
Difícil quando o tempo foge de você.
Você já, alguma vez, talvez por acaso ou por drogas talvez, já sentiu que a realidade lhe escapava aos dedos?
Sim, sim, eu concordo. É o que a maioria das pessoas dessa nossa pós-modernidade, contemporaneidade individualizada e dessubjetivada, quer, em última e primeira estância. Ora, o que venho aqui dizer, é que não é o que eu quero. Sabe, muitas pessoas me consideram "doidinho", ou me olham nos olhos e acham mirarem alguém que acabou de fumar maconha.
Mas a verdade é que não fumo maconha à mais de um ano. E não foi nem um pouco difícil de largar, diferente do que as perguntas frequentes frente à essa confissão me fazem perceber.
Acho que estou indo rápido demais, mas, enfim, isso não é um poema, e essa não é uma conversa. Não tão-só uma conversa convencional, ao menos.
Comecei com o pé errado talvez, já respondendo supostas perguntas que só poderiam vir depois da explicação inicial, então abusarei um pouquinho da temporalidade descritiva.
Ontem, mais uma vez, infelizmente, é verdade, eu me senti deslocado denovo. Não socialmente, que fique claro, esse eu até gosto. Mas deslocado com algo que deveria ser o grande porto seguro, o aliviador e segurador por definição: o tempo.
O tempo cura tudo.
Dê-lhe um tempo para pensar.
Com o tempo, tudo se conserta e o tempo põe tudo em seu lugar.
Até mesmo os sentimentos de pertencer dependem desse amigo apressado que todos partilhamos na viagem. É o motorista do ônibus, e a própria estrada. Mas chega de devaneios.
De volta ao ensaio. Me senti deslocado com o tempo. É com certeza difícil de explicar como foi: foi mais um deslocamento, como a legenda do filme que não está sincronizada, mas por muito pouco, algo lhe aflige, mas você não bem percebe se está para frente ou para trás. O tempo, a meu ver, é a legenda do filme da realidade. Ou o inverso também pode ser verdade, embora não mude muito minhas considerações.
Melhor ainda: é o correr do tempo.
Esse desalinho faz a vida parecer um filme, e isso não é bonito. Toda a parafernalha cinematográfica que faz as pessoas gostarem de aludir a sua vida é que os filmes possuem o roteiro. Pode até ser conceitual, mas serve de contraste quando você pensa que é só um filme, a sua vida "real" está do outro lado do vidro antes curvo, agora reto, das nossas televisões.
Eu já tenho esse sentimento faz uns tempos. Já o senti muitas vezes e já tentei anestesiá-lo, até perceber que, ele, por me fazer sentir longe, expectando, anestediado, não deveria ser tratado com anestesia.
Meu inconsciente já havia percebido isso bem antes de mim, e minhas experiências com as realidades alternativas do universo ébrio já não me davam o alívio e a satisfação de antes. Pois agora, não eram contrastivas mais. Se a minha vida nesses momentos assumia um correr alternativo, e a realidade, um novo ponto de vista. Me entorpecer era apenas, na maioria das vezes, pouco mais que um passatempo: a dessincronia continua.
Assim, facilmente parei com as borracharias com fim em si mesmas.
E é por isso que também ão consigo largar o cigarro.
O cigarro, em vez das drogas, é um vício que me atinge, por ser da mesma importância que a realidade, ele é experimentado aqui e já era antes dos lapsos temporais, é meu link com uma percepção do real que sem saber eu perdi.
Não quero assumir que há uma percepção do real de forma alguma normal.
Todos somos, de maneira ou de outra, ébrios e sóbrios. Estamos sempre boiando em um lindo sensorial que nos guia segundo uns ou outros princípios quânticos e/ou caóticos.
Dimensões alternativas são possíveis e por isso, plausíveis.
E talvez, apenas talvez, como sempre,
Nós já as experimentamos,
Sem que esquecer que nossos sentidos estão entorpecidos demais para perceber,
e nossa mente,
nublada demais para concebermos.
Você já, alguma vez, talvez por acaso ou por drogas talvez, já sentiu que a realidade lhe escapava aos dedos?
Sim, sim, eu concordo. É o que a maioria das pessoas dessa nossa pós-modernidade, contemporaneidade individualizada e dessubjetivada, quer, em última e primeira estância. Ora, o que venho aqui dizer, é que não é o que eu quero. Sabe, muitas pessoas me consideram "doidinho", ou me olham nos olhos e acham mirarem alguém que acabou de fumar maconha.
Mas a verdade é que não fumo maconha à mais de um ano. E não foi nem um pouco difícil de largar, diferente do que as perguntas frequentes frente à essa confissão me fazem perceber.
Acho que estou indo rápido demais, mas, enfim, isso não é um poema, e essa não é uma conversa. Não tão-só uma conversa convencional, ao menos.
Comecei com o pé errado talvez, já respondendo supostas perguntas que só poderiam vir depois da explicação inicial, então abusarei um pouquinho da temporalidade descritiva.
Ontem, mais uma vez, infelizmente, é verdade, eu me senti deslocado denovo. Não socialmente, que fique claro, esse eu até gosto. Mas deslocado com algo que deveria ser o grande porto seguro, o aliviador e segurador por definição: o tempo.
O tempo cura tudo.
Dê-lhe um tempo para pensar.
Com o tempo, tudo se conserta e o tempo põe tudo em seu lugar.
Até mesmo os sentimentos de pertencer dependem desse amigo apressado que todos partilhamos na viagem. É o motorista do ônibus, e a própria estrada. Mas chega de devaneios.
De volta ao ensaio. Me senti deslocado com o tempo. É com certeza difícil de explicar como foi: foi mais um deslocamento, como a legenda do filme que não está sincronizada, mas por muito pouco, algo lhe aflige, mas você não bem percebe se está para frente ou para trás. O tempo, a meu ver, é a legenda do filme da realidade. Ou o inverso também pode ser verdade, embora não mude muito minhas considerações.
Melhor ainda: é o correr do tempo.
Esse desalinho faz a vida parecer um filme, e isso não é bonito. Toda a parafernalha cinematográfica que faz as pessoas gostarem de aludir a sua vida é que os filmes possuem o roteiro. Pode até ser conceitual, mas serve de contraste quando você pensa que é só um filme, a sua vida "real" está do outro lado do vidro antes curvo, agora reto, das nossas televisões.
Eu já tenho esse sentimento faz uns tempos. Já o senti muitas vezes e já tentei anestesiá-lo, até perceber que, ele, por me fazer sentir longe, expectando, anestediado, não deveria ser tratado com anestesia.
Meu inconsciente já havia percebido isso bem antes de mim, e minhas experiências com as realidades alternativas do universo ébrio já não me davam o alívio e a satisfação de antes. Pois agora, não eram contrastivas mais. Se a minha vida nesses momentos assumia um correr alternativo, e a realidade, um novo ponto de vista. Me entorpecer era apenas, na maioria das vezes, pouco mais que um passatempo: a dessincronia continua.
Assim, facilmente parei com as borracharias com fim em si mesmas.
E é por isso que também ão consigo largar o cigarro.
O cigarro, em vez das drogas, é um vício que me atinge, por ser da mesma importância que a realidade, ele é experimentado aqui e já era antes dos lapsos temporais, é meu link com uma percepção do real que sem saber eu perdi.
Não quero assumir que há uma percepção do real de forma alguma normal.
Todos somos, de maneira ou de outra, ébrios e sóbrios. Estamos sempre boiando em um lindo sensorial que nos guia segundo uns ou outros princípios quânticos e/ou caóticos.
Dimensões alternativas são possíveis e por isso, plausíveis.
E talvez, apenas talvez, como sempre,
Nós já as experimentamos,
Sem que esquecer que nossos sentidos estão entorpecidos demais para perceber,
e nossa mente,
nublada demais para concebermos.
agosto 10, 2010
A primeira vez que vejo
É a primeira vez que eu vejo,
e fico assim com essa cara de bobo,
que os irmãos mais velhos conhecem bem
ao reconhecer e acompanhar
a vida dos neófitos em seus rostos
É a primeira vez que eu vejo:
Vejo pessoas se intimedarem
frente a carinho e afeto.
Não é a primeira vez que percebo, contudo
Que algo está muito,
muito errado.
Eu deito e encaro meu teto,
com aquele olhar abobado.
Pasmo em frente ao fato.
É a primeira vez que eu vejo,
que talvez como disse-me um amigo:
"Os analgésicos, em breve, não serão suficientes"
Ao nosso velho governo,
à nossas novas manias
de defuntos e flores.
Corações partidos e cola durex.
Cores vibrantes em corpos esguios.
É a primeira vez que eu vejo,
que prefiro meu nêmesis,
a esse ethos importado.
Prefiro o meu beco escuro, que ainda tenho medo,
a essa identidade copiada, exasperada.
Antes disso,
fico com a minha consciência fraturada.
Semi acordado,
entorpecido,
mas íntegro.
e fico assim com essa cara de bobo,
que os irmãos mais velhos conhecem bem
ao reconhecer e acompanhar
a vida dos neófitos em seus rostos
É a primeira vez que eu vejo:
Vejo pessoas se intimedarem
frente a carinho e afeto.
Não é a primeira vez que percebo, contudo
Que algo está muito,
muito errado.
Eu deito e encaro meu teto,
com aquele olhar abobado.
Pasmo em frente ao fato.
É a primeira vez que eu vejo,
que talvez como disse-me um amigo:
"Os analgésicos, em breve, não serão suficientes"
Ao nosso velho governo,
à nossas novas manias
de defuntos e flores.
Corações partidos e cola durex.
Cores vibrantes em corpos esguios.
É a primeira vez que eu vejo,
que prefiro meu nêmesis,
a esse ethos importado.
Prefiro o meu beco escuro, que ainda tenho medo,
a essa identidade copiada, exasperada.
Antes disso,
fico com a minha consciência fraturada.
Semi acordado,
entorpecido,
mas íntegro.
julho 17, 2010
àquela que fica,
Vou indo, mas
Não demora e eu estou de volta!
E você que me espera,
te levo comigo,
não se esqueça disso!
Não demora e eu estou de volta!
E você que me espera,
te levo comigo,
não se esqueça disso!
junho 18, 2010
Num plano baixio
Sobre as questões do devir, pouco e muito tenhu a dizer. Quero, com isso mostrar, que eu mesmo me perco entre os fenômenos-eu, as fenomenologias minhas, sobre mim, e os fenômenos-comigo
Quero dizer, à guiza de também, que não me importo se for sucesso de uma música só.
Não me importo mesmo.
Lembro que o objetivo nunca me foi esse, mas ele se faz aignorável. Logo, por que todos os que dialogam comigo, não propriamente dialogam: o diálogo é pedra-preciosa em extinção. Mas voltando, os que estão sim ao meu lado e ostentam a mesma forma de conteúdo, o fazem por esse objetivo, e é por esse motivo que não posso ignorá-lo, como já disse. O meu objetivo, em tudo que faço, não é o sucesso, ou a sucessão de sucesso... meu objetivo se encontra no processo, e é por ele que me defino.
Não vejo problema nenhum em sucessos de uma música só, pois por definição, eles ostentam uma voz. O que lhes faz jus ao que eu considero o objetivo.
Não quero dizer que os outros, sucessos-muitas-músicas, sejam contraditórios sempre, ou que falseam-se.
O grande problema, é a cada cobrança que é feita pelo sucesso (na verdade, pelos provedores de sucesso) - por que o sucesso é um serviço prestado, que se obtém, e só o é enquanto dura o serviço - cada essa cobrança que reflete o que o sucesso por si só quer. O que quer de mim. O que quer de mim? Eu, não quero que queira assim.
Acho que já não faço mais sentido...
Voltemos então à voz.
Sim, no tocante à voz, eu estou afiando mais uma vez a minha espada.
A minha língua. (ou meus dedos, marionetes das línguas virtuais)
Porque agora, eu vejo que não preciso ser muitos, e mesmo assim continuar sendo um-com-muitas-partes.
Fiquei dormente por muito tempo, e até agora não sei se foi latência.
Quero pensar que foi, mas não me incomodo se saber que não.
Dou minha cara à tapa.
Mas não dou a outra face.
e retribuo o tapa o mais forte que consigo.
Tudo, porque afinal ser é assim mesmo, é processo, é ininteligibilizar o discurso e você mesmo. Você-fenômeno.
É não entender mesmo esse processo. É, muitas vezes, não entender absolutamente nada.
Será que "Quem me dera entender o Devir!"
Será que ele me agrilhoaria?
Não seria o conhecimento, uma descoberta fatal?
Seria Deus um veneno?
Seria a verdade uma armadilha?
Seria o real um presente póstumo?
Assim seria eu, uma música só.
Uma música só, mas uma música-com-várias-notas.
Assim seria, a minha cólera uma faísca.
Isso me deixa confuso, mas não passa disso mesmo o nosso esforço pra compreender: uma confusão que de certa forma nos acalma, arrefece nossa ira, um não-conhecimento, um não-descobrimento que é completo em si, que é puro.
Mas por favor, não me entenda aqui como Carpe Diem.
Isso é meu cotidiano, aproveitá-lo é relativo, e pouco importa, na verdade, é invariante (fazemos por pura falta do que fazer).
Entenda isso se quiser, uma voz que fala, que faz um ode,
À confusão, ao caos, ao conhecimento-nada que nos satisfaz. À nossa humanidade.
Enfim, à pungencia, à latência, ao devir.
Quero dizer, à guiza de também, que não me importo se for sucesso de uma música só.
Não me importo mesmo.
Lembro que o objetivo nunca me foi esse, mas ele se faz aignorável. Logo, por que todos os que dialogam comigo, não propriamente dialogam: o diálogo é pedra-preciosa em extinção. Mas voltando, os que estão sim ao meu lado e ostentam a mesma forma de conteúdo, o fazem por esse objetivo, e é por esse motivo que não posso ignorá-lo, como já disse. O meu objetivo, em tudo que faço, não é o sucesso, ou a sucessão de sucesso... meu objetivo se encontra no processo, e é por ele que me defino.
Não vejo problema nenhum em sucessos de uma música só, pois por definição, eles ostentam uma voz. O que lhes faz jus ao que eu considero o objetivo.
Não quero dizer que os outros, sucessos-muitas-músicas, sejam contraditórios sempre, ou que falseam-se.
O grande problema, é a cada cobrança que é feita pelo sucesso (na verdade, pelos provedores de sucesso) - por que o sucesso é um serviço prestado, que se obtém, e só o é enquanto dura o serviço - cada essa cobrança que reflete o que o sucesso por si só quer. O que quer de mim. O que quer de mim? Eu, não quero que queira assim.
Acho que já não faço mais sentido...
Voltemos então à voz.
Sim, no tocante à voz, eu estou afiando mais uma vez a minha espada.
A minha língua. (ou meus dedos, marionetes das línguas virtuais)
Porque agora, eu vejo que não preciso ser muitos, e mesmo assim continuar sendo um-com-muitas-partes.
Fiquei dormente por muito tempo, e até agora não sei se foi latência.
Quero pensar que foi, mas não me incomodo se saber que não.
Dou minha cara à tapa.
Mas não dou a outra face.
e retribuo o tapa o mais forte que consigo.
Tudo, porque afinal ser é assim mesmo, é processo, é ininteligibilizar o discurso e você mesmo. Você-fenômeno.
É não entender mesmo esse processo. É, muitas vezes, não entender absolutamente nada.
Será que "Quem me dera entender o Devir!"
Será que ele me agrilhoaria?
Não seria o conhecimento, uma descoberta fatal?
Seria Deus um veneno?
Seria a verdade uma armadilha?
Seria o real um presente póstumo?
Assim seria eu, uma música só.
Uma música só, mas uma música-com-várias-notas.
Assim seria, a minha cólera uma faísca.
Isso me deixa confuso, mas não passa disso mesmo o nosso esforço pra compreender: uma confusão que de certa forma nos acalma, arrefece nossa ira, um não-conhecimento, um não-descobrimento que é completo em si, que é puro.
Mas por favor, não me entenda aqui como Carpe Diem.
Isso é meu cotidiano, aproveitá-lo é relativo, e pouco importa, na verdade, é invariante (fazemos por pura falta do que fazer).
Entenda isso se quiser, uma voz que fala, que faz um ode,
À confusão, ao caos, ao conhecimento-nada que nos satisfaz. À nossa humanidade.
Enfim, à pungencia, à latência, ao devir.
junho 10, 2010
ô Mãe!
Ontem encontrei minha mãe.
E foi como um sopro morno de lar.
Foi como sentir no interior, o clima de mar.
Como sentir teu cheiro, a quilômetros de distância.
Um poquinho de Minas por esses lados de cá.
Ô minha mãe!
Que me faz ainda criança!
Todo peito-cheio, exibindo meus pequenos troféus:
das minhas minúsculas vitórias,
incompreensíveis.
Cascas de caramujo e lagartos mortos,
Ainda sim, me sinto orgulhoso
e mais ainda, saudoso
E foi como um sopro morno de lar.
Foi como sentir no interior, o clima de mar.
Como sentir teu cheiro, a quilômetros de distância.
Um poquinho de Minas por esses lados de cá.
Ô minha mãe!
Que me faz ainda criança!
Todo peito-cheio, exibindo meus pequenos troféus:
das minhas minúsculas vitórias,
incompreensíveis.
Cascas de caramujo e lagartos mortos,
Ainda sim, me sinto orgulhoso
e mais ainda, saudoso
maio 25, 2010
Aniversário
Ganhei adiantado meu presente de aniversário.
Ou melhor,
adiantado, não ganhei meu presente.
Meu não presente.
Rasteira,
esse passou...!
Caí.
Sim, caí.
Em meio a palavrões sem energia nem para serem ditos,
não foi fatal:
Eu vingarei.
A muda ainda não tá tão torrada de Sol que vai se torcer e minguar sobre
si mesma,
desta vez.
Mais uma vez,
desta vez.
É sempre nesta vez comigo.
Não me cabe, com certeza,
certeza nenhuma.
Por hoje, é só.
É só, sempre, só por hoje.
Meu presente é só o hoje,
a certeza de um amanhã, não tenho.
Só me resta:
o talvez, quem sabe?
Ou melhor,
adiantado, não ganhei meu presente.
Meu não presente.
Rasteira,
esse passou...!
Caí.
Sim, caí.
Em meio a palavrões sem energia nem para serem ditos,
não foi fatal:
Eu vingarei.
A muda ainda não tá tão torrada de Sol que vai se torcer e minguar sobre
si mesma,
desta vez.
Mais uma vez,
desta vez.
É sempre nesta vez comigo.
Não me cabe, com certeza,
certeza nenhuma.
Por hoje, é só.
É só, sempre, só por hoje.
Meu presente é só o hoje,
a certeza de um amanhã, não tenho.
Só me resta:
o talvez, quem sabe?
maio 15, 2010
Esses dias e dias se parecem,
mas quando se menos espera, você se depara com um dia diferente,
Dia-tudo,
Dia-nada,
às vezes que importa?
Esses dias que as vezes criamos, as vezes nos esbarramos,
poderiam ser só ironia, só idéia
ou só romantismo.
E é esse o maior erro de "Deus",
Porque não o são,
são apenas cruéis
Essa é a cólera cotidiana que nos estregamos
mas quando se menos espera, você se depara com um dia diferente,
Dia-tudo,
Dia-nada,
às vezes que importa?
Esses dias que as vezes criamos, as vezes nos esbarramos,
poderiam ser só ironia, só idéia
ou só romantismo.
E é esse o maior erro de "Deus",
Porque não o são,
são apenas cruéis
Essa é a cólera cotidiana que nos estregamos
maio 05, 2010
Que a sombra siga sempre ao seu dono.
Tinha me esquecido dessa minha singela companhia.
Agora, mesmo em meio às dores no peito, lembrá-la meio que me conforta, e me faz querer seguir mais uma vez correndo. Sigo mais uma vez correndo. Sigo querendo me fazer de sombra, e me disfarçar de tua, me agarrar e seguir à barra da tua saia.
Quero me disfarçar de sombra para me esgueirar pela noite assim como eu costumava fazer antes do mundo virar do avesso, quando eu tive que me agarrar ao chão pra não cair onde não tinha teto.
Querendo me fazer de sombra e fazer companhia tanto àquelas almas solitárias quanto àquelas apressadas. Pelo dia, ficar com cada um, e pela noite, com todos.
É porque a sombra é menosprezada... mas ela compartilha de tudo o que você passa, à sua própria maneira, é claro. E ela só irá olhar feio pra você se você olhar feio pra ela. Esse espelho fiel!
Eu estou querendo me disfarçar de sombra, pra ser no lugar dela testemunho de todo espetáculo de luzes, é isso. Quero me tornar vários quando a luz se defratar.
Quero minha sombra ao teu lado, porque eu adoro a sua companhia, e ela adora a companhia da sua.
Tinha me esquecido dessa minha singela companhia.
Agora, mesmo em meio às dores no peito, lembrá-la meio que me conforta, e me faz querer seguir mais uma vez correndo. Sigo mais uma vez correndo. Sigo querendo me fazer de sombra, e me disfarçar de tua, me agarrar e seguir à barra da tua saia.
Quero me disfarçar de sombra para me esgueirar pela noite assim como eu costumava fazer antes do mundo virar do avesso, quando eu tive que me agarrar ao chão pra não cair onde não tinha teto.
Querendo me fazer de sombra e fazer companhia tanto àquelas almas solitárias quanto àquelas apressadas. Pelo dia, ficar com cada um, e pela noite, com todos.
É porque a sombra é menosprezada... mas ela compartilha de tudo o que você passa, à sua própria maneira, é claro. E ela só irá olhar feio pra você se você olhar feio pra ela. Esse espelho fiel!
Eu estou querendo me disfarçar de sombra, pra ser no lugar dela testemunho de todo espetáculo de luzes, é isso. Quero me tornar vários quando a luz se defratar.
Quero minha sombra ao teu lado, porque eu adoro a sua companhia, e ela adora a companhia da sua.
abril 30, 2010
As Crianças e a Merda
Lá ia eu! Futucando a merda.
Rindo, e rindo
das merdas dos outros
óóó
dizem os meninos
ááá
dizem as meninas
riem e riem
risinhos e risadas
brincadeiras e mágoas
mas as lições de minha mãe
ainda persistem, ainda assim:
não futuca na merda, garoto!
*(mas dignidade pra quê?
isso é lenda urbana!)
Rindo, e rindo
das merdas dos outros
óóó
dizem os meninos
ááá
dizem as meninas
riem e riem
risinhos e risadas
brincadeiras e mágoas
mas as lições de minha mãe
ainda persistem, ainda assim:
não futuca na merda, garoto!
*(mas dignidade pra quê?
isso é lenda urbana!)
abril 21, 2010
Às Vezes
Às Vezes
prefiro as despedidas dos esquimós,
prefiro apenas olhar para frente e não pensar o quanto tudo me faz falta
Às vezes
prefiro que a melancolia não me atinja, prefiro não pensar demais, apenas
espero pelo que virá e deixo para mim mesmo somente uma mensagem:
que eu continue a pensar menos e me preocupar somente em aproveitar,
aproveitar o tempo,
aproveitar as pessoas,
aproveitar o mundo e a vida,
aproveitar a mim mesmo,
e toda calma rara que ainda existe por aí.
Quero que me chame de sínico, às vezes, de hipócrita ou de relapso,
prefiro que me considerem um louco, ou um sumido, um outsider ou um viajante,
escolho não pensar sempre em como pensar, e me privo do tempo de criar inimizades:
eu mesmo, o tempo e a memória já são inimigos mais que fatais;
os quais eu temo e admiro, vivo e convivo.
Assim eu estou.
Assim eu vejo.
Assim,
eu sobrevivo.
Às vezes. Só às vezes.
prefiro as despedidas dos esquimós,
prefiro apenas olhar para frente e não pensar o quanto tudo me faz falta
Às vezes
prefiro que a melancolia não me atinja, prefiro não pensar demais, apenas
espero pelo que virá e deixo para mim mesmo somente uma mensagem:
que eu continue a pensar menos e me preocupar somente em aproveitar,
aproveitar o tempo,
aproveitar as pessoas,
aproveitar o mundo e a vida,
aproveitar a mim mesmo,
e toda calma rara que ainda existe por aí.
Quero que me chame de sínico, às vezes, de hipócrita ou de relapso,
prefiro que me considerem um louco, ou um sumido, um outsider ou um viajante,
escolho não pensar sempre em como pensar, e me privo do tempo de criar inimizades:
eu mesmo, o tempo e a memória já são inimigos mais que fatais;
os quais eu temo e admiro, vivo e convivo.
Assim eu estou.
Assim eu vejo.
Assim,
eu sobrevivo.
Às vezes. Só às vezes.
abril 11, 2010
abril 09, 2010
não sei como não me canso da ressaca
não faz absolutamente sentido nenhum
eu devia era parar, parar de uma vez
parar de forçar, de amargar, de ferir
pouco importa a minha ressaca
ao diabo comigo!
Abençoada maldição hoje
Ele acreditava em um mundo melhor
Eu, doente, lembrava da festa de ontem
Ele estudou economia o dia inteiro
Eu apenas dormi e comprei meus remédios
De casaco e óculos escuros hoje
Lavei todas as minhas roupas brancas
Abençoada maldição hoje o dia foi chuvoso
A droga da vez é humana,
o homem amargo do álcool.
E que escolha!
Que bela companhia!
Que pena! Que pena.
Brindo ao vinho, ao rum e a cachaça
Brindo com a cama, a caneca e o leite quente
Da humanidade, linda e fedida flor de Baobá,
desculpo até o perfume, desde que assim,
se cobrindo, não seja por vergonha.
Ele se mudou para uma cidade estranha
Eu me mudei para uma nova aventura
Ele dormia no chão
Eu trouxe meu violão
Abençoada maldição hoje não queremos os cigarros
Nem ele, nem eu.
texto antigo, para me lembrar de sensações antigas
não faz absolutamente sentido nenhum
eu devia era parar, parar de uma vez
parar de forçar, de amargar, de ferir
pouco importa a minha ressaca
ao diabo comigo!
Abençoada maldição hoje
Ele acreditava em um mundo melhor
Eu, doente, lembrava da festa de ontem
Ele estudou economia o dia inteiro
Eu apenas dormi e comprei meus remédios
De casaco e óculos escuros hoje
Lavei todas as minhas roupas brancas
Abençoada maldição hoje o dia foi chuvoso
A droga da vez é humana,
o homem amargo do álcool.
E que escolha!
Que bela companhia!
Que pena! Que pena.
Brindo ao vinho, ao rum e a cachaça
Brindo com a cama, a caneca e o leite quente
Da humanidade, linda e fedida flor de Baobá,
desculpo até o perfume, desde que assim,
se cobrindo, não seja por vergonha.
Ele se mudou para uma cidade estranha
Eu me mudei para uma nova aventura
Ele dormia no chão
Eu trouxe meu violão
Abençoada maldição hoje não queremos os cigarros
Nem ele, nem eu.
texto antigo, para me lembrar de sensações antigas
abril 05, 2010
Nova aurora
Sou agora o que muitos não reconheceriam
cortei fora alguns pedaços
esculpi uns novos
me tornei uma expressão
corro atrás de novas coisas
sonho também em me tornar memória
mas não agora
agora sonho novas coisas,
e coisas velhas também
sonho bastante e quero morrer velho
bem direfentinho esse! =D
algumas coisas há de belo no mundo
apesar do pesado
do difícil
e do perturbador
Há aquilo, que merece os seus momentos,
vale a pena ressaltá-lo.
cortei fora alguns pedaços
esculpi uns novos
me tornei uma expressão
corro atrás de novas coisas
sonho também em me tornar memória
mas não agora
agora sonho novas coisas,
e coisas velhas também
sonho bastante e quero morrer velho
bem direfentinho esse! =D
algumas coisas há de belo no mundo
apesar do pesado
do difícil
e do perturbador
Há aquilo, que merece os seus momentos,
vale a pena ressaltá-lo.
abril 02, 2010
que Besteira.
Hoje, eu estou mais uma vez furioso.
Brasília é uma cidade que cita o tédio como nenhuma outra. Primeiro porque é uma cidade planejada.
PORCAMENTE PLANEJADA.
E cosinhando nesse tédio, eu fervi.
Ainda pouco eu me deixava boiar, deixando a maré proposta me carregar para esses lados sombrios do convívio moderno. Estava parado em frente ao computador, pulando de música em música sem nenhuma dificuldade e sem nenhum apego, conversando superficialmente com alguns amigos antigos, de uma forma que não faz juz nenhuma ao que eles são.
Então eu fervi.
Quero que o dia vire de chumbo. E isso me parece conveniente com o dia de hoje, último dia de uma tradição de chumbo. E até me confundo nos termos, e quem não confunde? Nesse fim de quaresma. Último dia de quarentena de chumbo.
Quaresma.
Quarenta.
Quarentena.
Fervi, borbulho.
Agora pouco eu sentia o peso do chumbo da cidade Brasília.
PLANEJADA PARA ISOLAR, PARA ESFRIAR.
Essa cidade é planejada assim, e para combater, eu faço meu dia de chumbo. Sem compor nada, fundindo tudo. Reciclando pensamentos, repensando os ciclos. Não compondo nada.
Não hoje.
Hoje o dia é de chumbo.
E eu estou furioso.
Brasília é uma cidade que cita o tédio como nenhuma outra. Primeiro porque é uma cidade planejada.
PORCAMENTE PLANEJADA.
E cosinhando nesse tédio, eu fervi.
Ainda pouco eu me deixava boiar, deixando a maré proposta me carregar para esses lados sombrios do convívio moderno. Estava parado em frente ao computador, pulando de música em música sem nenhuma dificuldade e sem nenhum apego, conversando superficialmente com alguns amigos antigos, de uma forma que não faz juz nenhuma ao que eles são.
Então eu fervi.
Quero que o dia vire de chumbo. E isso me parece conveniente com o dia de hoje, último dia de uma tradição de chumbo. E até me confundo nos termos, e quem não confunde? Nesse fim de quaresma. Último dia de quarentena de chumbo.
Quaresma.
Quarenta.
Quarentena.
Fervi, borbulho.
Agora pouco eu sentia o peso do chumbo da cidade Brasília.
PLANEJADA PARA ISOLAR, PARA ESFRIAR.
Essa cidade é planejada assim, e para combater, eu faço meu dia de chumbo. Sem compor nada, fundindo tudo. Reciclando pensamentos, repensando os ciclos. Não compondo nada.
Não hoje.
Hoje o dia é de chumbo.
E eu estou furioso.
março 30, 2010
A vingança escondida é tudo que um homem pode fazer contra o mundo
Vou deixar que o mundo sinta a minha ira.
Eu sei que ela passará quase despercebida, mas a beleza fria da fúria estará alí, no index ignorado, o grito mais uma vez sufocado. Em faixas escondidas de rádio, sua potência está deflagrada, como uma armadilha, assaltarei os desavisados.
Assim meu discurso será quase livre, incensurável,
oportunista.
Inoportuno, pulsante, estarei esperando que de mim esqueça. E eu permanecerei disfarçado até lá.
O palco do pesadelo está montado, e a latência está destrancada.
Quem nunca planejou uma vingança póstuma sobre o mundo?
Quem nunca já chorou de raiva?
A ironia é o ponto fraco de tudo.
A ironia é o ponto forte de qualquer um.
Que venha tudo, que venham todos.
Que possamos moldar denovo os próprios moldes.
Vou deixar que o mundo sinta a minha ira.
Eu sei que ela passará quase despercebida, mas a beleza fria da fúria estará alí, no index ignorado, o grito mais uma vez sufocado. Em faixas escondidas de rádio, sua potência está deflagrada, como uma armadilha, assaltarei os desavisados.
Assim meu discurso será quase livre, incensurável,
oportunista.
Inoportuno, pulsante, estarei esperando que de mim esqueça. E eu permanecerei disfarçado até lá.
O palco do pesadelo está montado, e a latência está destrancada.
Quem nunca planejou uma vingança póstuma sobre o mundo?
Quem nunca já chorou de raiva?
A ironia é o ponto fraco de tudo.
A ironia é o ponto forte de qualquer um.
Que venha tudo, que venham todos.
Que possamos moldar denovo os próprios moldes.
Vou deixar que o mundo sinta a minha ira.
março 29, 2010
Vertigem
Deixo que o óbvio me
acerte,
deixo que o mundano me
derrube,
é a fúria do dia-a-dia que
me atinge
racha o mundo ao meio e
me baixa sobre a fenda,
à verdade que solta nuvens
de ira e tonteiras,
à força, eu me redimo
à fúria, ao meio-dia.
ao vazio, ou ao(s) leitor(es)
bom! pela primeira vez, vo comentar algo que nao seja texto, sem acento mesmo, e tudo errado, pq bem parece isso aqui uma conversa com um aquario de peixes ¬¬
comecei por uns poemas estranhos, misturando novos com velhos e um de ultima hora, esses ultimos 3, não sao os melhores, e também, nao esperava que fossem mesmo...acho que foi só pra começar a começar a pegar o jeito disso de blog e etc.
esse aki em cima, é tentando colocar em palavras as artes dos outros, ou o resultados delas em mim e para mim
a arte em questao é a exposição vertigem, dOs gemeos, ou Os gemeos vertigem, não sei bem...
pra quem ta em brasilia, ateh dia 16 de maio, vale muito a pena (fica a dica de quem seguiu uma dica)
em diante, nao sei oq postarei nesse hobbie meio estranho à mim
mas espere(m) mais textos errados, e enganos, e também alguma coisa boa ou outra, embora nao seja a minha intenção sempre.
inté.
acerte,
deixo que o mundano me
derrube,
é a fúria do dia-a-dia que
me atinge
racha o mundo ao meio e
me baixa sobre a fenda,
à verdade que solta nuvens
de ira e tonteiras,
à força, eu me redimo
à fúria, ao meio-dia.
ao vazio, ou ao(s) leitor(es)
bom! pela primeira vez, vo comentar algo que nao seja texto, sem acento mesmo, e tudo errado, pq bem parece isso aqui uma conversa com um aquario de peixes ¬¬
comecei por uns poemas estranhos, misturando novos com velhos e um de ultima hora, esses ultimos 3, não sao os melhores, e também, nao esperava que fossem mesmo...acho que foi só pra começar a começar a pegar o jeito disso de blog e etc.
esse aki em cima, é tentando colocar em palavras as artes dos outros, ou o resultados delas em mim e para mim
a arte em questao é a exposição vertigem, dOs gemeos, ou Os gemeos vertigem, não sei bem...
pra quem ta em brasilia, ateh dia 16 de maio, vale muito a pena (fica a dica de quem seguiu uma dica)
em diante, nao sei oq postarei nesse hobbie meio estranho à mim
mas espere(m) mais textos errados, e enganos, e também alguma coisa boa ou outra, embora nao seja a minha intenção sempre.
inté.
março 26, 2010
A Estação
Quando o Sol se foi
Eu me pus a pensar nas coisas que me cercam
Todavia a via é toda, e passa
E toda a vida quer mostrar a vida que me cerca
De um ponto à outro
e ao ponto final da estação
O homem de barba vendendo biscoitos me vendeu uma imagem triste
da miséria e da memória
Quando saía do terminal
E toda a via
A via toda passou
e quer me mostrar a vida que me cerca
Na estação que me cerca
Eu me pus a pensar nas coisas que me cercam
Todavia a via é toda, e passa
E toda a vida quer mostrar a vida que me cerca
De um ponto à outro
e ao ponto final da estação
O homem de barba vendendo biscoitos me vendeu uma imagem triste
da miséria e da memória
Quando saía do terminal
E toda a via
A via toda passou
e quer me mostrar a vida que me cerca
Na estação que me cerca
março 25, 2010
Coma de Estrada
Acordo no bojo pianíssimo de uma máquina barulhenta
sou sua razão, sua causa e seu motivo
Sou também seu objetivo
Sinto que me surge um poema quente e idólatra
Eu podia,
Eu devia escrevê-lo.
Mas já faz tempo que cedi meus ombros
ao encosto dos passageiros do ônibus
sou sua razão, sua causa e seu motivo
Sou também seu objetivo
Sinto que me surge um poema quente e idólatra
Eu podia,
Eu devia escrevê-lo.
Mas já faz tempo que cedi meus ombros
ao encosto dos passageiros do ônibus
março 24, 2010
Post it
Tô afim
Tô hiperativo
quero fazer,
quero fazer
a primeira maldita coisa
que me aparecer pela frente
sofrerá com minha impaciência
Tô hiperativo
quero fazer,
quero fazer
a primeira maldita coisa
que me aparecer pela frente
sofrerá com minha impaciência
Essa Névoa
Vejo um céu ao inverso
ao avesso
Vejo nuvens que não existem
e vejo essa névoa
Vejo entáo as pessoas como que locomotivas
Respirando, tossindo e cuspindo
e vomitando essa névoa
Vejo assim que logo não veremos mais nada
nesse mundo ao avesso
Corroem-se as pessoas para longede si mesmas
e em meio a isso
Vejo as crianças curtas
curtas demais e abaixo
Assusto e vejo quando crescem
e se amontoam na névoa
essa névoa veneno
miasma do mundo do inverso
ao avesso
Vejo nuvens que não existem
e vejo essa névoa
Vejo entáo as pessoas como que locomotivas
Respirando, tossindo e cuspindo
e vomitando essa névoa
Vejo assim que logo não veremos mais nada
nesse mundo ao avesso
Corroem-se as pessoas para longede si mesmas
e em meio a isso
Vejo as crianças curtas
curtas demais e abaixo
Assusto e vejo quando crescem
e se amontoam na névoa
essa névoa veneno
miasma do mundo do inverso
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