Lá ia eu! Futucando a merda.
Rindo, e rindo
das merdas dos outros
óóó
dizem os meninos
ááá
dizem as meninas
riem e riem
risinhos e risadas
brincadeiras e mágoas
mas as lições de minha mãe
ainda persistem, ainda assim:
não futuca na merda, garoto!
*(mas dignidade pra quê?
isso é lenda urbana!)
abril 30, 2010
abril 21, 2010
Às Vezes
Às Vezes
prefiro as despedidas dos esquimós,
prefiro apenas olhar para frente e não pensar o quanto tudo me faz falta
Às vezes
prefiro que a melancolia não me atinja, prefiro não pensar demais, apenas
espero pelo que virá e deixo para mim mesmo somente uma mensagem:
que eu continue a pensar menos e me preocupar somente em aproveitar,
aproveitar o tempo,
aproveitar as pessoas,
aproveitar o mundo e a vida,
aproveitar a mim mesmo,
e toda calma rara que ainda existe por aí.
Quero que me chame de sínico, às vezes, de hipócrita ou de relapso,
prefiro que me considerem um louco, ou um sumido, um outsider ou um viajante,
escolho não pensar sempre em como pensar, e me privo do tempo de criar inimizades:
eu mesmo, o tempo e a memória já são inimigos mais que fatais;
os quais eu temo e admiro, vivo e convivo.
Assim eu estou.
Assim eu vejo.
Assim,
eu sobrevivo.
Às vezes. Só às vezes.
prefiro as despedidas dos esquimós,
prefiro apenas olhar para frente e não pensar o quanto tudo me faz falta
Às vezes
prefiro que a melancolia não me atinja, prefiro não pensar demais, apenas
espero pelo que virá e deixo para mim mesmo somente uma mensagem:
que eu continue a pensar menos e me preocupar somente em aproveitar,
aproveitar o tempo,
aproveitar as pessoas,
aproveitar o mundo e a vida,
aproveitar a mim mesmo,
e toda calma rara que ainda existe por aí.
Quero que me chame de sínico, às vezes, de hipócrita ou de relapso,
prefiro que me considerem um louco, ou um sumido, um outsider ou um viajante,
escolho não pensar sempre em como pensar, e me privo do tempo de criar inimizades:
eu mesmo, o tempo e a memória já são inimigos mais que fatais;
os quais eu temo e admiro, vivo e convivo.
Assim eu estou.
Assim eu vejo.
Assim,
eu sobrevivo.
Às vezes. Só às vezes.
abril 11, 2010
abril 09, 2010
não sei como não me canso da ressaca
não faz absolutamente sentido nenhum
eu devia era parar, parar de uma vez
parar de forçar, de amargar, de ferir
pouco importa a minha ressaca
ao diabo comigo!
Abençoada maldição hoje
Ele acreditava em um mundo melhor
Eu, doente, lembrava da festa de ontem
Ele estudou economia o dia inteiro
Eu apenas dormi e comprei meus remédios
De casaco e óculos escuros hoje
Lavei todas as minhas roupas brancas
Abençoada maldição hoje o dia foi chuvoso
A droga da vez é humana,
o homem amargo do álcool.
E que escolha!
Que bela companhia!
Que pena! Que pena.
Brindo ao vinho, ao rum e a cachaça
Brindo com a cama, a caneca e o leite quente
Da humanidade, linda e fedida flor de Baobá,
desculpo até o perfume, desde que assim,
se cobrindo, não seja por vergonha.
Ele se mudou para uma cidade estranha
Eu me mudei para uma nova aventura
Ele dormia no chão
Eu trouxe meu violão
Abençoada maldição hoje não queremos os cigarros
Nem ele, nem eu.
texto antigo, para me lembrar de sensações antigas
não faz absolutamente sentido nenhum
eu devia era parar, parar de uma vez
parar de forçar, de amargar, de ferir
pouco importa a minha ressaca
ao diabo comigo!
Abençoada maldição hoje
Ele acreditava em um mundo melhor
Eu, doente, lembrava da festa de ontem
Ele estudou economia o dia inteiro
Eu apenas dormi e comprei meus remédios
De casaco e óculos escuros hoje
Lavei todas as minhas roupas brancas
Abençoada maldição hoje o dia foi chuvoso
A droga da vez é humana,
o homem amargo do álcool.
E que escolha!
Que bela companhia!
Que pena! Que pena.
Brindo ao vinho, ao rum e a cachaça
Brindo com a cama, a caneca e o leite quente
Da humanidade, linda e fedida flor de Baobá,
desculpo até o perfume, desde que assim,
se cobrindo, não seja por vergonha.
Ele se mudou para uma cidade estranha
Eu me mudei para uma nova aventura
Ele dormia no chão
Eu trouxe meu violão
Abençoada maldição hoje não queremos os cigarros
Nem ele, nem eu.
texto antigo, para me lembrar de sensações antigas
abril 05, 2010
Nova aurora
Sou agora o que muitos não reconheceriam
cortei fora alguns pedaços
esculpi uns novos
me tornei uma expressão
corro atrás de novas coisas
sonho também em me tornar memória
mas não agora
agora sonho novas coisas,
e coisas velhas também
sonho bastante e quero morrer velho
bem direfentinho esse! =D
algumas coisas há de belo no mundo
apesar do pesado
do difícil
e do perturbador
Há aquilo, que merece os seus momentos,
vale a pena ressaltá-lo.
cortei fora alguns pedaços
esculpi uns novos
me tornei uma expressão
corro atrás de novas coisas
sonho também em me tornar memória
mas não agora
agora sonho novas coisas,
e coisas velhas também
sonho bastante e quero morrer velho
bem direfentinho esse! =D
algumas coisas há de belo no mundo
apesar do pesado
do difícil
e do perturbador
Há aquilo, que merece os seus momentos,
vale a pena ressaltá-lo.
abril 02, 2010
que Besteira.
Hoje, eu estou mais uma vez furioso.
Brasília é uma cidade que cita o tédio como nenhuma outra. Primeiro porque é uma cidade planejada.
PORCAMENTE PLANEJADA.
E cosinhando nesse tédio, eu fervi.
Ainda pouco eu me deixava boiar, deixando a maré proposta me carregar para esses lados sombrios do convívio moderno. Estava parado em frente ao computador, pulando de música em música sem nenhuma dificuldade e sem nenhum apego, conversando superficialmente com alguns amigos antigos, de uma forma que não faz juz nenhuma ao que eles são.
Então eu fervi.
Quero que o dia vire de chumbo. E isso me parece conveniente com o dia de hoje, último dia de uma tradição de chumbo. E até me confundo nos termos, e quem não confunde? Nesse fim de quaresma. Último dia de quarentena de chumbo.
Quaresma.
Quarenta.
Quarentena.
Fervi, borbulho.
Agora pouco eu sentia o peso do chumbo da cidade Brasília.
PLANEJADA PARA ISOLAR, PARA ESFRIAR.
Essa cidade é planejada assim, e para combater, eu faço meu dia de chumbo. Sem compor nada, fundindo tudo. Reciclando pensamentos, repensando os ciclos. Não compondo nada.
Não hoje.
Hoje o dia é de chumbo.
E eu estou furioso.
Brasília é uma cidade que cita o tédio como nenhuma outra. Primeiro porque é uma cidade planejada.
PORCAMENTE PLANEJADA.
E cosinhando nesse tédio, eu fervi.
Ainda pouco eu me deixava boiar, deixando a maré proposta me carregar para esses lados sombrios do convívio moderno. Estava parado em frente ao computador, pulando de música em música sem nenhuma dificuldade e sem nenhum apego, conversando superficialmente com alguns amigos antigos, de uma forma que não faz juz nenhuma ao que eles são.
Então eu fervi.
Quero que o dia vire de chumbo. E isso me parece conveniente com o dia de hoje, último dia de uma tradição de chumbo. E até me confundo nos termos, e quem não confunde? Nesse fim de quaresma. Último dia de quarentena de chumbo.
Quaresma.
Quarenta.
Quarentena.
Fervi, borbulho.
Agora pouco eu sentia o peso do chumbo da cidade Brasília.
PLANEJADA PARA ISOLAR, PARA ESFRIAR.
Essa cidade é planejada assim, e para combater, eu faço meu dia de chumbo. Sem compor nada, fundindo tudo. Reciclando pensamentos, repensando os ciclos. Não compondo nada.
Não hoje.
Hoje o dia é de chumbo.
E eu estou furioso.
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