março 30, 2010

A vingança escondida é tudo que um homem pode fazer contra o mundo

Vou deixar que o mundo sinta a minha ira.
Eu sei que ela passará quase despercebida, mas a beleza fria da fúria estará alí, no index ignorado, o grito mais uma vez sufocado. Em faixas escondidas de rádio, sua potência está deflagrada, como uma armadilha, assaltarei os desavisados.
Assim meu discurso será quase livre, incensurável,
oportunista.
Inoportuno, pulsante, estarei esperando que de mim esqueça. E eu permanecerei disfarçado até lá.
O palco do pesadelo está montado, e a latência está destrancada.

Quem nunca planejou uma vingança póstuma sobre o mundo?
Quem nunca já chorou de raiva?
A ironia é o ponto fraco de tudo.
A ironia é o ponto forte de qualquer um.
Que venha tudo, que venham todos.
Que possamos moldar denovo os próprios moldes.
Vou deixar que o mundo sinta a minha ira.

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