Às Vezes
prefiro as despedidas dos esquimós,
prefiro apenas olhar para frente e não pensar o quanto tudo me faz falta
Às vezes
prefiro que a melancolia não me atinja, prefiro não pensar demais, apenas
espero pelo que virá e deixo para mim mesmo somente uma mensagem:
que eu continue a pensar menos e me preocupar somente em aproveitar,
aproveitar o tempo,
aproveitar as pessoas,
aproveitar o mundo e a vida,
aproveitar a mim mesmo,
e toda calma rara que ainda existe por aí.
Quero que me chame de sínico, às vezes, de hipócrita ou de relapso,
prefiro que me considerem um louco, ou um sumido, um outsider ou um viajante,
escolho não pensar sempre em como pensar, e me privo do tempo de criar inimizades:
eu mesmo, o tempo e a memória já são inimigos mais que fatais;
os quais eu temo e admiro, vivo e convivo.
Assim eu estou.
Assim eu vejo.
Assim,
eu sobrevivo.
Às vezes. Só às vezes.
abril 21, 2010
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