Wherever you have gone,
you're out of my reach.
I'll wait and wave my hand,
You're not coming back, you're gone.
It's not for the best, it is not what they think.
It's not about girls, not 'bout them.
It's not far from my land,
it's just out of my sight,
out of my hands and down on my mind.
Remembered in sailings,
Remembered in seas...
You were like made of stone.
maio 30, 2012
maio 29, 2012
Enferrujado até os ossos
É com dor que tento resgatar um antigo eu,
o novo não me presta.
Enferrujou de tanto desuso,
atirado num canto profundo.
Desdenhei de tantas lições,
quis me refazer sozinho.
Vim pra longe e aqui me atirei,
não foi ruim mas também me cansei.
Os baques soam distantes,
mas ressoam de fato bem fundo.
Minhas músicas se diluem em ruído,
nesse árido suspiro difuso.
o novo não me presta.
Enferrujou de tanto desuso,
atirado num canto profundo.
Desdenhei de tantas lições,
quis me refazer sozinho.
Vim pra longe e aqui me atirei,
não foi ruim mas também me cansei.
Os baques soam distantes,
mas ressoam de fato bem fundo.
Minhas músicas se diluem em ruído,
nesse árido suspiro difuso.
maio 24, 2012
maio 23, 2012
Cansaço de garagem
Vontade de deixar de fazer as coisas,
de sair fora, largar esse lugar.
largar tudo e todas as coisas.
Criar, fazer algo diferente, sem comprometimento.
Criar algo novo e inútil,
e largar mão dessa história de carreira.
Sinto falta de música.
de casas e não apartamentos.
Andar a pé em ruas calçadas e não de asfalto.
De cortar caminhos, principalmente.
Me tornar um caminho, e não viver em cápsulas,
separações, operações.
Sentar num cantinho.
De quartos dos fundos, que conheço melhor que
as salas de estar.
Fui fundido nesse espaço, margem, fundo.
Entrevias, descalços e percursos.
Semi-feitos, semi-prontos.
Menos em casa que na rua,
Sentado em passeios-quase-varanda,
Meio-fio-poltrona,
Muro-encosto, chão de terra.
de sair fora, largar esse lugar.
largar tudo e todas as coisas.
Criar, fazer algo diferente, sem comprometimento.
Criar algo novo e inútil,
e largar mão dessa história de carreira.
Sinto falta de música.
de casas e não apartamentos.
Andar a pé em ruas calçadas e não de asfalto.
De cortar caminhos, principalmente.
Me tornar um caminho, e não viver em cápsulas,
separações, operações.
Sentar num cantinho.
De quartos dos fundos, que conheço melhor que
as salas de estar.
Fui fundido nesse espaço, margem, fundo.
Entrevias, descalços e percursos.
Semi-feitos, semi-prontos.
Menos em casa que na rua,
Sentado em passeios-quase-varanda,
Meio-fio-poltrona,
Muro-encosto, chão de terra.
maio 20, 2012
Abel. Feiúra locomotiva.
Entao sentiu vontade de pintar dessa vez algo
feio. Algo tão irritante como uma serra. Algo perturbador. Algo realmente
irritante, na pior ascepção da palavra. Algo como um cortador de grama durante
uma manhã de ressaca. Sua paleta estava um pouco desatualizada para isso. Sua
morbidez tinha andado adormecida por tanto tempo. Tempo demais. Hora de voltar
para o mundo real, Abel. Misturou as cores quase ramdomicamente, fez
verdes-musgos, cinzas-mofos, ocres incríveis. Um marrom bem chato.
Riu-se. Isso parece com quando eu queimava os
insetos junto com os amigos naquela infância diabólica. Acho que as cores agora
são suficientes. Cores demais seria bonito. Aquela panacéia vai ser horrorosa.
Uns tos pareciam como que assados por tempo demais. Farei repetitivo, a
repetição me cansa, e parece cansar todo mundo.
Colocou um cd de rock meio punk. Começou a
pintar o quadro. Cada golpe do pincel vinha pincelado com um sorriso
sarcástico, uma cara de nojo, desdém, um orgulho desvairado, ou até arrogância.
Tudo ia sendo colocado pouco a pouco na tela odiada. Abel mais colava esses
sentimentos que pintava qualquer coisa propositalmente.
Pensava insistentemente em fazer ficar feio,
obsecivo. Deixava partes faltando e parava na metade de objetos, pintava outros
por demais, jogava o pincel sem limpá-lo na paleta, misturando as cores sem
critério. Foi ficando cada vez mais frenético, e bateu a paleta na tela,
sujando-a em padrão. Bateu denovo. E denovo. Gostou do jeito como aquilo estava
ficando. Estava virando mesmo uma panacéia horrorosa. Bateu uma vez mais, com
menos entusiasmo. Percebeu então que não segurava o pincel. Pegou ele do chão e
limpou-o. Quando esfregava o pincel em um montinho de tinta que sobrara
resistente as pancadas na tela, começou a dessacelerar o ritmo, olhou por muito
tempo para a tela, parou de esfregar o pincél já mais que embebido em tinta o
suficiente, e guardou os equipamentos.
Aquilo perdera a razão. A graça passou tão
rapido como chegou. Chegou quase a pensar em sua infância denovo, quando depois
sozinho arrependera-se das asas dos besouros arrancadas e inconsertáveis. Agora
um cheiro horrível subia de um dos apartamentos abaixo, e o irritava. O quadro
também tinha conseguido o que fora feito para fazer, e o irritava. Droga! Sozinho,
arrependia-se e irritava-se.
maio 14, 2012
Abel - da série de literatura capitular
Os
ônibus da minha cidade costumavam ser azuis. Um projeto governamental para a
afirmação da identidade cultural necessária a uma projetada metrópole. Por que
não? Os ônibus de Londres são vermelhos, que grande idéia, não? Ora, funcionou
muito bem enquanto os próprios administradores velhos e ranzinzas não cansaram.
Aqueles benditos teimosos. E aí veio a nova geração, os pobres coitados que
tatuam em suas costas, “ousadia”, “coragem”, “inovação”. Há uma grande
diferença grande algo necessário e algo que se diz necessário. A diferença de
referencial. O que se diz necessário não passa de alguma coisa ou idéia que soa
tão bonita que eleva egos mesquinhos e pouco sabidos. Não sou conservador, pelo
contrário. Sou pragmático, não vejo como mudar algo que deu e dá certo, apenas
pra dizer que se fez algo “novo”, possa ser positivo.
Assim
que eu continuaria devaneando, não fosse um dos próprios ônibus azuis que
passou ao lado e me surpreendeu. Junto com as novas linhas coloridas, que eu
admitia serem muito úteis, as linhas azuis continuaram, com um tom um pouco
mais jovial.
Quarenta
e quatro, dois. Pagou a passagem barata absurdamente cara. Eita!
No
onibus, ja bem mais conformado com o mundo, o mundo voltou a correr com sua
velocidade normal e comecei a aproveitar as repentinas mudanças de humor que me
faziam assim tão filosófico e paranóico. Olhava a paisagem como que pintada, de
carmesim e laranja e silhuetas quase verdes de tão escuras.Como é fina a linha
que dividi tudo que é insuportavel e aquilo que está se cozinhando para virar
nostalgico em alguns anos, ou algumas catástrofes depois! Hoje pensava em
quanto as viagens de onibus lhe atrasavam e irritavam, mas hoje, admitia que de
certo modo se lamentava que a viagem seria curta demais. Afinal ele nunca tinha
se encaixado em nenhum sistema de rotinas, vivia sempre em momentos e épocas em
que ele podia entender esses momentos. Com tudo que é bom e que é ruim que
resultava disso.
Ele
não conseguia mudar nem lutar contra sua natureza.
Pare
de se lamentar em terceira pessoa! Eu sei aonde isso leva, não se deixe voltar
àqueles lugares.
Irritado
por ter estragado o proprio momento, Abel agora ansiava chegar logo em casa.
Pelo
que lhe parecia, esse era apenas mais um dos dias em que tudo que passava por
seus olhos por ali entrava e se juntava a dança frenética de todas as coisas
que rodopiavam em sua mente supercoloridas, e rapidas demais para que pudesse
concentrar em alguma, mas que passavam por tempo suficiente para que sua imagem
pudesse mostrar sua cores. Como carros passando depressa.
Pelo
jeito não dormiria assim tão facil hoje. Não é nada demais, já vi piores.
Calma. Pense pequeno.
Fazendo
tudo com uma vagareza definitivamente incomum mas já familiar, prerare o café,
troque de roupa, ligue a televisão, abra a geladeira e a feche denovo...
concentre-se!
Assim,
mantendo-se longe dos proprios precipícios, ele não pintou nada hoje, e durmiu
no sofá bem mais facilmente do que imaginara.
maio 10, 2012
while he was drifting
Falta de certeza,
cansaço,
vertigem.
Rotina.
He was ok....but wondering
Was it take by consequence,
Or was it moved by a sleight of hand?
cansaço,
vertigem.
Rotina.
He was ok....but wondering
Was it take by consequence,
Or was it moved by a sleight of hand?
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