Vou deixar que o mundo sinta a minha ira.
Eu sei que ela passará quase despercebida, mas a beleza fria da fúria estará alí, no index ignorado, o grito mais uma vez sufocado. Em faixas escondidas de rádio, sua potência está deflagrada, como uma armadilha, assaltarei os desavisados.
Assim meu discurso será quase livre, incensurável,
oportunista.
Inoportuno, pulsante, estarei esperando que de mim esqueça. E eu permanecerei disfarçado até lá.
O palco do pesadelo está montado, e a latência está destrancada.
Quem nunca planejou uma vingança póstuma sobre o mundo?
Quem nunca já chorou de raiva?
A ironia é o ponto fraco de tudo.
A ironia é o ponto forte de qualquer um.
Que venha tudo, que venham todos.
Que possamos moldar denovo os próprios moldes.
Vou deixar que o mundo sinta a minha ira.
março 30, 2010
março 29, 2010
Vertigem
Deixo que o óbvio me
acerte,
deixo que o mundano me
derrube,
é a fúria do dia-a-dia que
me atinge
racha o mundo ao meio e
me baixa sobre a fenda,
à verdade que solta nuvens
de ira e tonteiras,
à força, eu me redimo
à fúria, ao meio-dia.
ao vazio, ou ao(s) leitor(es)
bom! pela primeira vez, vo comentar algo que nao seja texto, sem acento mesmo, e tudo errado, pq bem parece isso aqui uma conversa com um aquario de peixes ¬¬
comecei por uns poemas estranhos, misturando novos com velhos e um de ultima hora, esses ultimos 3, não sao os melhores, e também, nao esperava que fossem mesmo...acho que foi só pra começar a começar a pegar o jeito disso de blog e etc.
esse aki em cima, é tentando colocar em palavras as artes dos outros, ou o resultados delas em mim e para mim
a arte em questao é a exposição vertigem, dOs gemeos, ou Os gemeos vertigem, não sei bem...
pra quem ta em brasilia, ateh dia 16 de maio, vale muito a pena (fica a dica de quem seguiu uma dica)
em diante, nao sei oq postarei nesse hobbie meio estranho à mim
mas espere(m) mais textos errados, e enganos, e também alguma coisa boa ou outra, embora nao seja a minha intenção sempre.
inté.
acerte,
deixo que o mundano me
derrube,
é a fúria do dia-a-dia que
me atinge
racha o mundo ao meio e
me baixa sobre a fenda,
à verdade que solta nuvens
de ira e tonteiras,
à força, eu me redimo
à fúria, ao meio-dia.
ao vazio, ou ao(s) leitor(es)
bom! pela primeira vez, vo comentar algo que nao seja texto, sem acento mesmo, e tudo errado, pq bem parece isso aqui uma conversa com um aquario de peixes ¬¬
comecei por uns poemas estranhos, misturando novos com velhos e um de ultima hora, esses ultimos 3, não sao os melhores, e também, nao esperava que fossem mesmo...acho que foi só pra começar a começar a pegar o jeito disso de blog e etc.
esse aki em cima, é tentando colocar em palavras as artes dos outros, ou o resultados delas em mim e para mim
a arte em questao é a exposição vertigem, dOs gemeos, ou Os gemeos vertigem, não sei bem...
pra quem ta em brasilia, ateh dia 16 de maio, vale muito a pena (fica a dica de quem seguiu uma dica)
em diante, nao sei oq postarei nesse hobbie meio estranho à mim
mas espere(m) mais textos errados, e enganos, e também alguma coisa boa ou outra, embora nao seja a minha intenção sempre.
inté.
março 26, 2010
A Estação
Quando o Sol se foi
Eu me pus a pensar nas coisas que me cercam
Todavia a via é toda, e passa
E toda a vida quer mostrar a vida que me cerca
De um ponto à outro
e ao ponto final da estação
O homem de barba vendendo biscoitos me vendeu uma imagem triste
da miséria e da memória
Quando saía do terminal
E toda a via
A via toda passou
e quer me mostrar a vida que me cerca
Na estação que me cerca
Eu me pus a pensar nas coisas que me cercam
Todavia a via é toda, e passa
E toda a vida quer mostrar a vida que me cerca
De um ponto à outro
e ao ponto final da estação
O homem de barba vendendo biscoitos me vendeu uma imagem triste
da miséria e da memória
Quando saía do terminal
E toda a via
A via toda passou
e quer me mostrar a vida que me cerca
Na estação que me cerca
março 25, 2010
Coma de Estrada
Acordo no bojo pianíssimo de uma máquina barulhenta
sou sua razão, sua causa e seu motivo
Sou também seu objetivo
Sinto que me surge um poema quente e idólatra
Eu podia,
Eu devia escrevê-lo.
Mas já faz tempo que cedi meus ombros
ao encosto dos passageiros do ônibus
sou sua razão, sua causa e seu motivo
Sou também seu objetivo
Sinto que me surge um poema quente e idólatra
Eu podia,
Eu devia escrevê-lo.
Mas já faz tempo que cedi meus ombros
ao encosto dos passageiros do ônibus
março 24, 2010
Post it
Tô afim
Tô hiperativo
quero fazer,
quero fazer
a primeira maldita coisa
que me aparecer pela frente
sofrerá com minha impaciência
Tô hiperativo
quero fazer,
quero fazer
a primeira maldita coisa
que me aparecer pela frente
sofrerá com minha impaciência
Essa Névoa
Vejo um céu ao inverso
ao avesso
Vejo nuvens que não existem
e vejo essa névoa
Vejo entáo as pessoas como que locomotivas
Respirando, tossindo e cuspindo
e vomitando essa névoa
Vejo assim que logo não veremos mais nada
nesse mundo ao avesso
Corroem-se as pessoas para longede si mesmas
e em meio a isso
Vejo as crianças curtas
curtas demais e abaixo
Assusto e vejo quando crescem
e se amontoam na névoa
essa névoa veneno
miasma do mundo do inverso
ao avesso
Vejo nuvens que não existem
e vejo essa névoa
Vejo entáo as pessoas como que locomotivas
Respirando, tossindo e cuspindo
e vomitando essa névoa
Vejo assim que logo não veremos mais nada
nesse mundo ao avesso
Corroem-se as pessoas para longede si mesmas
e em meio a isso
Vejo as crianças curtas
curtas demais e abaixo
Assusto e vejo quando crescem
e se amontoam na névoa
essa névoa veneno
miasma do mundo do inverso
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