Sobre as questões do devir, pouco e muito tenhu a dizer. Quero, com isso mostrar, que eu mesmo me perco entre os fenômenos-eu, as fenomenologias minhas, sobre mim, e os fenômenos-comigo
Quero dizer, à guiza de também, que não me importo se for sucesso de uma música só.
Não me importo mesmo.
Lembro que o objetivo nunca me foi esse, mas ele se faz aignorável. Logo, por que todos os que dialogam comigo, não propriamente dialogam: o diálogo é pedra-preciosa em extinção. Mas voltando, os que estão sim ao meu lado e ostentam a mesma forma de conteúdo, o fazem por esse objetivo, e é por esse motivo que não posso ignorá-lo, como já disse. O meu objetivo, em tudo que faço, não é o sucesso, ou a sucessão de sucesso... meu objetivo se encontra no processo, e é por ele que me defino.
Não vejo problema nenhum em sucessos de uma música só, pois por definição, eles ostentam uma voz. O que lhes faz jus ao que eu considero o objetivo.
Não quero dizer que os outros, sucessos-muitas-músicas, sejam contraditórios sempre, ou que falseam-se.
O grande problema, é a cada cobrança que é feita pelo sucesso (na verdade, pelos provedores de sucesso) - por que o sucesso é um serviço prestado, que se obtém, e só o é enquanto dura o serviço - cada essa cobrança que reflete o que o sucesso por si só quer. O que quer de mim. O que quer de mim? Eu, não quero que queira assim.
Acho que já não faço mais sentido...
Voltemos então à voz.
Sim, no tocante à voz, eu estou afiando mais uma vez a minha espada.
A minha língua. (ou meus dedos, marionetes das línguas virtuais)
Porque agora, eu vejo que não preciso ser muitos, e mesmo assim continuar sendo um-com-muitas-partes.
Fiquei dormente por muito tempo, e até agora não sei se foi latência.
Quero pensar que foi, mas não me incomodo se saber que não.
Dou minha cara à tapa.
Mas não dou a outra face.
e retribuo o tapa o mais forte que consigo.
Tudo, porque afinal ser é assim mesmo, é processo, é ininteligibilizar o discurso e você mesmo. Você-fenômeno.
É não entender mesmo esse processo. É, muitas vezes, não entender absolutamente nada.
Será que "Quem me dera entender o Devir!"
Será que ele me agrilhoaria?
Não seria o conhecimento, uma descoberta fatal?
Seria Deus um veneno?
Seria a verdade uma armadilha?
Seria o real um presente póstumo?
Assim seria eu, uma música só.
Uma música só, mas uma música-com-várias-notas.
Assim seria, a minha cólera uma faísca.
Isso me deixa confuso, mas não passa disso mesmo o nosso esforço pra compreender: uma confusão que de certa forma nos acalma, arrefece nossa ira, um não-conhecimento, um não-descobrimento que é completo em si, que é puro.
Mas por favor, não me entenda aqui como Carpe Diem.
Isso é meu cotidiano, aproveitá-lo é relativo, e pouco importa, na verdade, é invariante (fazemos por pura falta do que fazer).
Entenda isso se quiser, uma voz que fala, que faz um ode,
À confusão, ao caos, ao conhecimento-nada que nos satisfaz. À nossa humanidade.
Enfim, à pungencia, à latência, ao devir.
junho 18, 2010
junho 10, 2010
ô Mãe!
Ontem encontrei minha mãe.
E foi como um sopro morno de lar.
Foi como sentir no interior, o clima de mar.
Como sentir teu cheiro, a quilômetros de distância.
Um poquinho de Minas por esses lados de cá.
Ô minha mãe!
Que me faz ainda criança!
Todo peito-cheio, exibindo meus pequenos troféus:
das minhas minúsculas vitórias,
incompreensíveis.
Cascas de caramujo e lagartos mortos,
Ainda sim, me sinto orgulhoso
e mais ainda, saudoso
E foi como um sopro morno de lar.
Foi como sentir no interior, o clima de mar.
Como sentir teu cheiro, a quilômetros de distância.
Um poquinho de Minas por esses lados de cá.
Ô minha mãe!
Que me faz ainda criança!
Todo peito-cheio, exibindo meus pequenos troféus:
das minhas minúsculas vitórias,
incompreensíveis.
Cascas de caramujo e lagartos mortos,
Ainda sim, me sinto orgulhoso
e mais ainda, saudoso
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