Hoje, eu estou mais uma vez furioso.
Brasília é uma cidade que cita o tédio como nenhuma outra. Primeiro porque é uma cidade planejada.
PORCAMENTE PLANEJADA.
E cosinhando nesse tédio, eu fervi.
Ainda pouco eu me deixava boiar, deixando a maré proposta me carregar para esses lados sombrios do convívio moderno. Estava parado em frente ao computador, pulando de música em música sem nenhuma dificuldade e sem nenhum apego, conversando superficialmente com alguns amigos antigos, de uma forma que não faz juz nenhuma ao que eles são.
Então eu fervi.
Quero que o dia vire de chumbo. E isso me parece conveniente com o dia de hoje, último dia de uma tradição de chumbo. E até me confundo nos termos, e quem não confunde? Nesse fim de quaresma. Último dia de quarentena de chumbo.
Quaresma.
Quarenta.
Quarentena.
Fervi, borbulho.
Agora pouco eu sentia o peso do chumbo da cidade Brasília.
PLANEJADA PARA ISOLAR, PARA ESFRIAR.
Essa cidade é planejada assim, e para combater, eu faço meu dia de chumbo. Sem compor nada, fundindo tudo. Reciclando pensamentos, repensando os ciclos. Não compondo nada.
Não hoje.
Hoje o dia é de chumbo.
E eu estou furioso.
abril 02, 2010
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:)
ResponderExcluirque bom que contribuí pra tornar teu dia mais sereno.. fico feliz com isso, mesmo!
um beijo!