não sei como não me canso da ressaca
não faz absolutamente sentido nenhum
eu devia era parar, parar de uma vez
parar de forçar, de amargar, de ferir
pouco importa a minha ressaca
ao diabo comigo!
Abençoada maldição hoje
Ele acreditava em um mundo melhor
Eu, doente, lembrava da festa de ontem
Ele estudou economia o dia inteiro
Eu apenas dormi e comprei meus remédios
De casaco e óculos escuros hoje
Lavei todas as minhas roupas brancas
Abençoada maldição hoje o dia foi chuvoso
A droga da vez é humana,
o homem amargo do álcool.
E que escolha!
Que bela companhia!
Que pena! Que pena.
Brindo ao vinho, ao rum e a cachaça
Brindo com a cama, a caneca e o leite quente
Da humanidade, linda e fedida flor de Baobá,
desculpo até o perfume, desde que assim,
se cobrindo, não seja por vergonha.
Ele se mudou para uma cidade estranha
Eu me mudei para uma nova aventura
Ele dormia no chão
Eu trouxe meu violão
Abençoada maldição hoje não queremos os cigarros
Nem ele, nem eu.
texto antigo, para me lembrar de sensações antigas
abril 09, 2010
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Me lembro desse! Modificou um pouquinho, nao foi!? Ou nao?
ResponderExcluirOui, modifiquei um pouquinho ele na hora de passar pro computador.
ResponderExcluirPrefiro assim, quem quiser ver o original vai ter que me visitar e convencer a mostrar o papel.
=D