setembro 09, 2013

Eu sou como a terra sobre a qual se deitou o sal.
Seu futuro para sempre assassinado.

Sou fruto amargado da história de Berlin.
Sou como a moça triste do Benin.

Mas eu não danço.

Eu sou um violão cujo braço cansado se esqueceu a afinação.
Seu futuro para sempre assassinado.

Sem grandes dramas, sem grandes conquistas.
Já persegui fracas definições tentando nelas me encontrar.

Mas falta sal no meu cauim.

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